
Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Junho 23

“Otimismo é a mania de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal.”
Voltaire
Voltaire, foi um filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador.
Voltaire foi um dos homens mais influentes do século XVIII. Os monarcas esclarecidos sempre lhe pediam conselhos, seus livros foram lidos em toda a Europa. Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.
Voltaire, pseudônimo literário de François Marie Arouet, nasceu em Paris, França, no dia 21 de novembro de 1694. Descendente de família burguesa, entre 1704 e 1711, foi aluno do Collège Louis-le Grand, em Paris, uma das mais importantes instituições de ensino da França. Iniciou o curso de direito, porém não terminou.
Iluminismo
De temperamento e ideias revolucionárias, Voltaire frequentou a Société du Temple, que reunia libertinos e livres pensadores. Nessa época, os importantes avanços econômicos, culturais e científicos levaram à crença de que o destino da humanidade era o progresso. Além do racionalismo e do liberalismo, outro princípio tipicamente iluminista era o anticlericalismo – posição política contrária ao poder da Igreja.
Voltaire, ligado à alta burguesia, era um crítico fervoroso do absolutismo, da nobreza e principalmente da Igreja, foi um dos pensadores que melhor encarou o espírito do Século das Luzes. Escreveu versos desrespeitosos, dirigidos ao rei Luís XIV, que lhe valeram a reclusão na Bastilha em 1717.
Enquanto esteve na prisão escreveu sua primeira tragédia, Édipo, cujo sucesso, em 1718, lhe abriu as portas dos meios intelectuais. Uma vez libertado exilou-se em Chátenay.
Voltaire foi um combativo escritor. Em 1718 escreveu a tragédia “Èdipo”, com o pseudônimo de Voltaire, que fez grande sucesso e lhe abriu as portas dos meios literários.
Em 1726 em um desentendimento com o influente duque de Rohan-Chabot, novamente preso. Depois de cinco meses obrigaram-no a exilar-se na Inglaterra, onde permaneceu até 1729.
Ideias de Voltaire
Na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.
Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade.
Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.
Voltaire foi atuante propagandista das ideias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza, e como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.
Reflexão 01 de Junho 23 - Foz em Destaque
