Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Agosto 23

“O amor não se prova, nem se mede. (…) Existe, isso basta.”
Jorge Amado
Jorge Amado foi um escritor brasileiro, um dos maiores representantes da ficção regionalista que marcou o Segundo Tempo Modernista. Sua obra é baseada na exposição e análise realista dos cenários rurais e urbanos da Bahia.
Ademais, traduzido para mais de trinta idiomas e detentor de inúmeros e importantes prêmios, o escritor teve vários de seus trabalhos adaptados para a televisão e o cinema, entre eles, "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Gabriela Cravo e Canela".
Infância e Adolescência
Jorge Amado de Farias nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Seus pais, João Amado de Faria e Eulália Leal Amado eram fazendeiros de cacau. Quando tinha menos de um ano, Jorge viu o pai gravemente ferido, por um jagunço, devido à disputa de terras na região.
Em janeiro de 1914, por causa de uma grande enchente do rio Cachoeira que acabou toda a plantação da fazenda, e por uma epidemia de varíola, a família mudou-se para Ilhéus, onde Jorge passou parte da infância.
Além disso, com seis anos, Jorge iniciou seus estudos em uma escola local. Além disso, com 11 anos, foi levado por seu pai para estudar no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, onde aprendeu o gosto pela leitura com o padre Cabral, que disse que Jorge seria escritor.
Ademais, aos 12 anos, fugiu do internato e foi para Itaporanga, em Sergipe, onde morava seu avô. Depois de seis meses, seu pai mandou busca-lo e sem desejar voltar para a escola, Jorge foi plantar cacau.
Depois de seis meses no meio do povo, tomou conhecimento da luta entre fazendeiros e exportadores de cacau, que iria marcar fortemente sua obra de romancista.
Carreira literária
De volta aos estudos, Jorge Amado ingressou no Ginásio Ipiranga, outro internato, onde permaneceu até os 14 anos. Nessa época, publicou “Poema ou Prosa”, uma sátira aos poemas da época, na revista “A Luva”.
Ademais, ainda com 14 anos, já fora do internato, continuou seus estudos e começou a trabalhar no "Diário da Bahia", depois no jornal “O Imparcial”. Morando em um sobrado no Pelourinho vivia misturado com o povo da Bahia.
Além disso, em 1927, Jorge ligou-se à "Academia dos Rebeldes", um grupo de jovens chefiado pelo poeta panfletário Pinheiro Viegas que tinha como objetivo a renovação literária.
Além disso, frequentador do candomblé, desde muito cedo, Jorge Amado tornou-se amigo de pais-de-santo, perseguidos pela polícia. Em seus livros "Jubiabá" e "Tenda dos Milagres", esses fatos são relatados.
Nascimento: 10 de agosto de 1912, Itabuna, Bahia
Falecimento: 6 de agosto de 2001, Salvador, Bahia
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