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Reflexão Diária: 03 de Fevereiro

Reflexão Diária: 03 de Fevereiro

Pensamento do dia 03 de Fevereiro de 2023

“O que chamamos de destino é o que fazemos de nossas vidas.” 

Augusto Roa Bastos

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Augusto Roa Bastos

Augusto Roa Bastos foi jornalista e romancista é, igualmente, considerado uma figura lendária na literatura latino-americana e o único escritor paraguaio de renome internacional. Em 1935 iniciou sua carreira no jornal El País, de Assunción. Chegando a chefe de redação e correspondente em Londres, após a II Guerra Mundial. 

Ao regressar entrou em conflito aberto com a ditadura de Stroessner, teve sua casa invadida pela polícia política. Por conseqüência passou a ser procurado “vivo ou morto”, sendo obrigado a procurar abrigo na Embaixada do Brasil. Em seguida parte para um longo exílio, que durou mais de 50 anos, começando por Buenos Aires. 

Não foi um escritor prolífico; escreveu poucos livros, só que consistentes. Em 1941 publicou sua primeira novela, Fulgencio Miranda, e aliás, foi premiado. O segundo livro,  uma coletânea de contos, só viria em 1953: El trueño entre las hojas. O livro seguinte – Hijo de hombre -, publicado em 1960, consagrou-o como escritor destacado entre os latino-americanos. 

Em 1967, contudo, recebe um convite de Carlos Fuentes e Mario Vargas Llosa para escrever um capítulo de um livro que se chamaria Los padres da la pátria, que não chegou a se realizar. Mais tarde, entretanto, este capítulo se transformou em sua obra prima  Eu o supremo (Paz e Terra, 1974), livro que lhe valeu o Prêmio Cervantes 1989 e sob o qual gravita toda sua obra. 

Por volta do ano 2000 afirmou mais de uma vez que estava de mudança para morar no Rio de Janeiro e que considera a literatura brasileira, a melhor da América Latina. Não obstante ser um vizinho ilustre e pouco conhecido dos brasileiros, teve seus principais livros traduzidos para o português - Vigília do almirante, (Mirabilia, 1992); O fiscal (Alfaguara, 1993)  e  Contravida (Ediouro, 1994) - e foi agraciado com uma premiação do Memorial da América Latina, em 1988 e teve uma exposição de toda sua obra neste mesmo recinto em 2004.

Nascimento: 13 de junho de 1917, Assunção, Paraguai

Falecimento: 26 de abril de 2005, Assunção, Paraguai

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