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Reflexão Diária: 10 de Março

Reflexão Diária: 10 de Março

Pensamento do dia 10 de Março de 2023

“Não pode haver ligação de almas onde não exista identidade de ideias, de crenças e de costumes.”

Eça de Queiroz

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Eça de Queirós foi um escritor português. "O Crime do Padre Amaro" foi o seu primeiro grande trabalho, um marco inicial do Realismo em Portugal. Foi considerado o melhor romance realista português do século XIX.

Foi o único romancista português que conquistou fama internacional, nessa época. Assim foi duramente contestado por suas críticas ao clero e à própria pátria. Inegavelmente, a crítica social unida à análise psicológica aparece nos livros O Primo Basílio, O Mandarim, A Relíquia e Os Maias.

Carreira Literária e diplomática

Eça de Queirós iniciou sua carreira literária como romântico, conquanto caminhava para a prosa realista através de três fases:

A primeira fase, contudo, teve início em 1867 com "Notas Marginais" - folhetins publicados na “Gazeta de Portugal” (postumamente reunidos em Prosas Bárbaras). Desse modo, no mesmo ano, dirigiu na cidade de Évora o jornal de oposição “Distrito de Évora”.

Nas “Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense”, Eça de Queirós proferiu a palestra "O Realismo Como Nova Expressão de Arte". Junto com o escritor Ramalho Ortigão, então, publicou em folhetins a novela policial O Mistério da Estrada de Sintra.

Ademais, em 1875, teve início a segunda fase de sua obra, quando publicou "O Crime do Padre Amaro", inspirado na época em que esteve em Leiria. O romance representou o marco inicial do Realismo em Portugal, pois nele, Eça faz uma crítica violenta da vida social portuguesa, denuncia a corrupção do clero e a hipocrisia dos valores burgueses.

Em 1878, Eça de Queirós foi transferido para o consulado de Bristol, também na Inglaterra. Nesse mesmo ano, publicou O Primo Basílio, no qual coloca como tema o adultério, focalizando a decadência da família burguesa de seu tempo. A crítica social unida à análise psicológica aparece também no romance Mandarim.

Em 1888 foi nomeado cônsul em Paris, ano que publicou "Os Maias", iniciando a terceira fase em sua carreira literária, quando o autor se abstrai da sátira contundente e da ironia caricatural da família ou da sociedade burguesa, para conduzir-se à uma trilha construtiva.

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Nascimento: 25 de novembro de 1845, Praça do Almada, Póvoa de Varzim, Portugal

Falecimento: 16 de agosto de 1900, Neuilly-sur-Seine, França

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