
Pensamento ou Reflexão do dia 13 de Junho 23

“Nada é permanente, exceto a mudança”
Heráclito
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Heráclito foi um filósofo pré-socrático da Ásia Menor. Escreveu com extrema complexidade a respeito da ciência, da teologia e das relações humanas. Foi considerado o precursor da dialética e um dos fundadores da metafísica.
Heráclito nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, na Ásia Menor (atual Turquia), no ano de 540 a.C. Filho de tradicional família de sacerdotes, abriu mão de seus direitos em benefício do seu irmão.
Dedicou-se ao estudo e reflexões em busca da explicação natural do universo.
Heráclito tentava encontrar o “physis” – o princípio gerador e regulador de todas as coisas da natureza sem recorrer às divindades.
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Teoria filosófica de Heráclito
Heráclito considerava que a natureza estava em constante “devir” (transformação), e o fogo era a substância original, ou seja, o primeiro elemento na composição da matéria.
Para Heráclito, o fogo é a matéria fundamental, o substrato de todas as metáforas e conexão universal. Era definido como mobilidade e inquietação.
Para ele, tudo está em constante movimento, o mundo passa por criações e destruições perpétuas, porque tudo flui, tudo muda.
Tais mudanças, porém, não se fazem ao acaso. A marcha e a ordem dos acontecimentos são guiadas pelo “logos”, essência racional do Universo, expressa pelo fogo.
O logos de Heráclito não é apenas a razão das coisas, mas o fogo que as ilumina e permite vê-las, não apenas o “sentido” do real, mas o pensamento, a sabedoria.
Ser sábio consiste em saber que o pensamento governa todas as coisas.
Conforme Heráclito, uma incessante luta de contrários guia o fluxo das coisas. Tudo aquilo que parece estático, por pouco ou muito tempo, está na verdade em equilíbrio, pela ação recíproca de forças contrárias equivalentes. Apresentava-se assim, como um precursor da metafísica.
Fragmentos de sua obra
Em meados de 490 a.C. Heráclito escreveu “Sobre a Natureza”, da qual restam mais de cem fragmentos. Complexa e enigmática rendeu ao filósofo o codinome de “Obscuro”.
Seus escritos, de extrema complexidade, tratam sobre ciência, teologia e relações humanas.
Apesar de ter recebido influência de seus antecessores, fazia críticas ao pensamento vigente e chamava os poetas épicos de “tolos” e “Pitágoras” de impostor.
Nascimento: Éfeso, Turquia
Falecimento: Éfeso, Turquia
Reflexão 13 de Junho 23 - Foz em Destaque
