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Reflexão Diária: 15 de Julho

Pensamento ou Reflexão do dia 15 de Julho 23

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.”

David Hume

David Hume foi um filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês. Tornou-se conhecido por seu radical sistema filosófico baseado no empirismo, ceticismo e naturalismo.

Considerado um dos mais importantes representantes do empirismo radical e um dos mais destacados filósofos modernos do Iluminismo.

Acusado de herege pela Igreja Católica, relacionaram suas obras no “Índice dos Livros Proibidos”.

David Hume nasceu em Edimburgo, Escócia no dia 7 de maio de 1711. Filho de um prestigiado advogado, desde jovem demostrou interesse pela filosofia e pelas artes.

Além disso, em 1724, com apenas 13 anos, devido a sua precocidade intelectual, foi enviado pela família para cursar Direito na Universidade de Edimburgo. Depois de dois anos deixou a universidade e se viu obrigado a trabalhar.

Ademais, ingressou no mundo do comércio e empregou-se em uma importadora de açúcar em Bristol, na Inglaterra. Nessa época, se dedicava à leitura de obras literárias, filosóficas e históricas, além de estudar matemática e ciências naturais.

Em 1734, com o objetivo de se aprofundar nos estudos, David Hume viajou para a França. Entre 1734 e 1737 escreveu grande parte de seu “Tratado”.

Além disso, em 1737 retornou à Inglaterra. Ademais, nessa época trabalhou como preceptor de um jovem marquês e depois como secretário do general James St. Clair, a quem acompanhou em uma missão diplomática em Viena e Turim.

Teoria de David Hume

Influenciado pelo empirismo de John Loock, Hume radicalizou e criou o “fenomenismo” – teoria filosófica que  contraria as crenças naturais e do sentido comum.

Hume dizia que todo conhecimento só é possível através das percepções da experiência, percepções que podem ser “impressões”, dados diretos dos sentidos ou da consciência interna, ou “ideias”, que resultam da combinação de impressões.

Segundo ele, existem ideias simples e compostas, essas últimas, produto da generalização, mas todas podem reduzir-se a uma associação de impressões, noções como a relação causa-efeito.

Além disso, nessa linha de pensamento, Hume questionou a existência da alma. É a generalização de ideias simples que conduz à crença de que existe um “eu” pensante, idêntico a si mesmo.

Segundo Hume, há somente um conjunto de conteúdos de consciência, sem substância que lhe sirva de suporte.

A moralidade e a religião, por conseguinte, são apenas o resultado de costumes e hábitos. Devem basear-se no bem comum, que constitui o princípio fundamental da sociedade.

Últimos anos

Em 1756, Hume foi acusado de heresia e de ateísmo, sendo alvo de um processo mal sucedido de excomunhão.

Considerado um herege, os livros de Hume foram condenados pela Igreja Católica, sendo incluídos no “Índice dos Livros Proibidos”.

Além disso, depois de uma estada de três anos em Londres, em 1769, Hume retirou-se definitivamente para Edimburgo. Dedicou-se à revisão de sua obra e redigiu uma autobiografia, que só foi publicada após sua morte.

Ademais, apesar da rejeição da Igreja e a recusa do mundo acadêmico, sua influência posterior na teoria do conhecimento influenciou filósofos e pensadores, como Immanuel Kant, John Mill, e Augusto Cont

Nascimento: 7 de maio de 1711, Edimburgo, Reino Unido

Falecimento: 25 de agosto de 1776, Edimburgo, Reino Unido

Reflexão 15 de Julho 23 - Foz em Destaque

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