Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Agosto 23

“O pior mal é aquele ao qual nos acostumamos.”
Jean-Paul Sartre
Jean-Paul Sartre, foi um filósofo e escritor francês, um dos maiores representantes do pensamento existencialista na França. "O Ser e o Nada" foi o seu principal trabalho filosófico, no qual formulou seus pressupostos existencialistas.
Jean-Paul Charles Aymard Sartre, conhecido como Jean-Paul Sartre, nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa, e de Anne-Marie Sartre, ficou órfão de pai com dois anos de idade.
Ademais, em 1907, Sartre mudou-se com sua mãe para a casa de seus avós maternos, em Meudon. Em 1911, mudou-se para Paris e ingressou no Liceu Henri IV.
Em 1916, com o casamento de sua mãe, considerado por Sartre como traição, foi obrigado a se mudar para La Rochelle, quando ingressou no Liceu La Rochelle.
O Existencialismo de Sartre
Jean-Paul Sartre foi o expoente máximo do "Existencialismo" – corrente filosófica que pregava a liberdade individual do ser humano. O existencialismo nasceu com o filósofo dinamarquês Soren Kieekegaard (1831-1855), que combatia a filosofia especulativa.
Além disso, em 1943, Sartre publicou “O Ser e o Nada” (1943), seu trabalho filosófico mais conhecido. Quando formulou seus pressupostos filosóficos que determinou o pensamento e a posição essencial da geração de intelectuais do pós-guerra. Sartre vinculou a filosofia existencial ao marxismo e à psicanálise.
Para Sartre, “estamos condenados a ser livres” - essa é a sua sentença para a humanidade, uma vez que a “existência precede a essência”, ou seja, não nascemos com uma função pré-definida. Para ele, a consciência coloca o homem diante da possibilidade de escolher o que ele será, pois essa é a condição da liberdade humana. Escolhendo a sua ação o homem escolhe a si mesmo, mas não escolhe a sua existência.
Essa mesma liberdade, que não pode negar-se a si mesma, gera o sentimento de que a escolha carece de importância e está na base da angústia. O texto evidencia sobretudo a questão da liberdade individual em conflito com a convivência social.
Ademais, para Sartre a má-fé do homem seria mentir para si mesmo, tentando se convencer de que não é livre. O problema surge quando seus projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros.
Em seu breve tratado “O Existencialismo é um Humanismo" (1946), cujo conceito de liberdade passou a ser apresentado não mais como valor em si que prescinde de objetivo ou propósito, mas como instrumento dos esforços conscientes
Atividades Políticas de Sartre
Além disso, comprometido durante toda a vida com a política, em 1945, Sartre abandonou o ensino para se dedicar a literatura. Em colaboração com Reymond Aron, Maurice Merleau-Ponty e Simone De Beauvoir, fundou o periódico político-literário “Les Temps Modernes”, uma das revistas de pensamento de esquerda mais influentes do pós-guerra.
Em 1952, Jean-Paul Sartre filiou-se ao Partido Comunista. Ademais, em 1956, em protesto pela entrada de tanques soviéticos em Budapeste, Sartre abandonou o Partido Comunista.
Nesse mesmo ano, escreveu um longo artigo em seu periódico, intitulado “O Fantasma de Stalin”, que condenou tanto a intervenção soviética quanto a submissão do Partido Comunista Francês aos ditames de Moscou.
Reflexão 17 de Agosto 23 - Foz em Destaque
