Foz em Destaque

Foz em Destaque

🇦🇷 Argentina · 🇧🇷 Brasil · 🇵🇾 Paraguai

VoltarReflexão do Dia

Reflexão Diária: 18 de Julho

Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Julho 23

“Um homem livre é aquele que, tendo força e talento para fazer uma coisa, não encontra barreiras à sua vontade.”

Thomas Hobbes

Thomas Hobbes foi um teórico político e filósofo inglês. Sua obra de maior destaque é "Leviatã", um tratado político cuja ideia central é a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social.

Sua teoria a respeito da origem contratual do estado, exerceu grande influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas.

Infância e Formação

Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um clérigo anglicano, vigário de Westport, teve uma infância marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, na época da rainha Elizabeth I.

Inculto e violento, após uma briga com outro clérigo na frente de sua igreja, seu pai abandonou sua esposa e os três filhos, deixando-os sob a tutela de seu irmão.

Educado por seu tio, aos quatro anos, Hobbes ingressou na escola da igreja de Westport, em seguida, ingressou em uma escola particular. Aos 15 anos, matriculado na Magdalen Hall da Universidade de Oxford, onde se formou, em 1608.

Além disso, Thomas Hobbes teve toda sua vida ligada à monarquia inglesa. Tornou-se preceptor de William Cavendish, que viria a ser o segundo duque de Devonshire, ficando amigo da família por toda a vida.

Ademais, como era hábito na época, ele viajou com seu aluno para a França e Itália, entre 1608 e 1610. Lá, ele descobriu que a filosofia de Aristóteles, que estudou em Oxford, estava sendo combatida e desacreditada devido às descobertas de Galileu e Kepler.

Entre 1621 e 1625 secretariou Francis Bacon ajudando-o a traduzir alguns de seus ensaios para o latim.

Do Cidadão (1642)

Em 1637, Hobbes voltou à Inglaterra que se achava às vésperas de uma guerra civil. Em 1640 decidiu circular entre seus amigos o exemplar manuscrito do terceiro trabalho de sua planejada trilogia filosófica: “De Cive” (Do Cidadão), com o título de “Elementos da Lei Natural e Política”, em que tratou a questão das relações entre a Igreja e o Estado.

Ademais, para Hobbes, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir as questões religiosas e presidir o culto.

Quando o Arcebispo Laud e o Conde de Strafford, principais auxiliares do rei, foram levados à torre acusados de conspiração, Hobbes retirou-se para a França. Em 1642 publicou “Do Cidadão”.

Além disso, em 1646 tornou-se professor de matemática do príncipe Carlos, futuro Carlos II, filho de Carlos I, da Inglaterra, que também estava exilado na França, depois da instalação da república na Inglaterra, sob a liderança de Oliver Cromwell.

Leviatã (1651)

Ainda em Paris, em 1651, Hobbes publicou “Leviatã”, no qual defende a monarquia absolutista. A razão disto deriva da visão que ele tinha da sociedade, segundo ele, sempre ameaçada por uma guerra civil, quando todos os seus integrantes vivem em uma situação de permanente conflito: “uma guerra de um contra todos e de todos entre si”.

O estado da natureza, segundo ele, não tinha nada de harmonioso. O mundo antigo dos primeiros homens era um mundo de feras, onde “o verdadeiro lobo do homem era o próprio homem”.

Além disso, para se chegar a uma sociedade civil era necessário que todos, por meio de um “contrato social”, concordassem em transferir as suas liberdades naturais a um só homem: o rei, somente ele deveria deter o monopólio da violência. Somente o rei deve ter poderes que lhe permitam impor sua vontade sobre todos para o bem geral da comunidade.

Ademais, no seu ponto de vista, não existe o direito à propriedade, nem à vida, nem à liberdade, que não sejam garantidos pela autoridade real. Rebelar-se contra ela, significa regredir no reino animal, onde impera sempre a violência, pondo em risco as conquistas da civilização.

A obra desagradou a Igreja Católica e o Governo Francês, por ser muito radicalista e, sob essa pressão foi obrigado a deixar o país.

Nascimento: 5 de abril de 1588, Malmesbury, Reino Unido

Falecimento: 4 de dezembro de 1679, National Trust - Hardwick Hall, Reino Unido

Reflexão 18 de Julho 23 - Foz em Destaque

Comentários (0)

Reflexão Diária: 18 de Julho