
Pensamento do dia 22 de Fevereiro de 2023

“Que Deus me defenda dos meus amigos, que dos meus inimigos, me defendo eu.”
Voltaire
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François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês. Afinal, foi um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Aliás, foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador. Voltaire, Montesquieu e Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.
Iluminismo
De temperamento e ideias revolucionárias, Voltaire frequentou a Société du Temple, que reunia libertinos e livres pensadores. Nessa época, os importantes avanços econômicos, culturais e científicos levaram à crença de que o destino da humanidade era o progresso. Além do racionalismo e do liberalismo, outro princípio tipicamente iluminista era o anticlericalismo – posição política contrária ao poder da Igreja.
Voltaire, ligado à alta burguesia, era um crítico fervoroso do absolutismo, da nobreza e principalmente da Igreja, foi um dos pensadores que melhor encarou o espírito do Século das Luzes. Escreveu versos desrespeitosos, dirigidos ao rei Luís XIV, que lhe valeram a reclusão na Bastilha em 1717. Uma vez libertado, foi exilado em Châtenay.
Voltaire foi um combativo escritor. Em 1718 escreveu a tragédia “Èdipo”, com o pseudônimo de Voltaire, que lhe abriu as portas dos meios literários. Em 1726, em um desentendimento com o Cavaleiro Rohan, foi novamente preso. Depois de cinco meses, foi exilado na Inglaterra onde permaneceu até 1729.
Ideias de Voltaire
Na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.
Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade. Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.
Voltaire foi atuante propagandista das idéias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza e, como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.
Últimos Anos
Em 1744, voltou para Paris e, dois anos mais tarde, foi eleito para a Academia Francesa e introduzido por Madame Pompadour na corte. Então, em 1749, com a morte da marquesa, e com a perda de prestígio na corte, aceitou o convite de Frederico II o Grande, da Prússia, para viver na corte de Potsdam. Em 1753, depois de se desentender com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Em 1778, viajou para Paris, quando veio a falecer.
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Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França
Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França
Foz em Destaque - 22 de Fevereiro
