
Pensamento do dia 23 de Março de 2023

“O tempo é um ótimo professor. Pena que mata seus alunos.”
Hector Berlioz
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Hector Berlioz foi um compositor romântico francês, incluindo-se nas suas obras mais conhecidas a Sinfonia Fantástica, Haroldo na Itália, o Réquiem, Os Troianos e A Danação de Fausto, tendo contribuído significativamente para a orquestração moderna com o seu Treatise on Instrumentation.
Ele definiu enormes grupos orquestrais para alguns de seus trabalhos, tendo realizado vários concertos com mais de mil músicos. Também compôs cerca de cinquenta canções com acompanhamento de piano e orquestra. Certamente, a sua influência foi fundamental para o desenvolvimento do Romantismo, especialmente em compositores como Richard Wagner, Nikolai Rimsky-Korsakov, Franz Liszt, Richard Strauss e Gustav Mahler.
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Década produtiva
Entre 1830 e 1847, Berlioz escreveu muitas de suas obras mais populares e duradouras. Ademais, as mais importantes são a Sinfonia Fantástica (1830), Haroldo na Itália (1834), a Grande Messe des morts ( Requiem ) (1837) e Romeu e Julieta (1839).
Em 1834, o virtuoso violinista e compositor Niccolò Paganini encomendou a Berlioz um concerto para viola, com a intenção de o estrear como solista. Esta obra tornou-se sinfonia para viola e orquestra Haroldo na Itália. Paganini mudou de ideia quanto a tocar a peça quando viu os primeiros esboços do trabalho, tendo expressado dúvidas sobre a falta de complexidade.
No mesmo ano em que Roméo estreou, Berlioz foi nomeado Conservador Adjunto (Vice-bibliotecário) da Biblioteca do Conservatório de Paris. Para se suportar e à sua família, continuou escrevendo crítica musical para publicações parisienses, principalmente no Journal des Débats, durante mais de trinta anos, mas também na Gazette musicale e no Le Rénovateur.
A sua carreira como crítico e escritor proporcionou-lhe uma confortável renda, tendo um talento óbvio para a escrita, mas que acabou por detestar dado o tempo gasto assistindo a performances e à escrita da crítica dos mesmos, ocupação que lhe limitava severamente o tempo disponível para desenvolver os seus próprios trabalhos e produzir mais composições. Apesar de sua posição de destaque na crítica musical, ele não usou os seus artigos para promover as suas próprias obras.
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Últimos anos
Berlioz encontrou Estelle Fornier - o objeto da sua afeição juvenil - em Lyon, pela primeira vez em quarenta anos, tendo começado uma correspondência regular com ela. Berlioz logo percebeu que ainda ansiava por ela, mas ela acabou por informá-lo que, sendo uma mulher casada, não haveria nenhuma possibilidade do seu relacionamento ir além da amizade. Em 1865, concluiu as suas Mémoires que tiveram uma tiragem inicial de mil e duzentos exemplares.
Em São Petersburgo, Berlioz experimentou um prazer especial em executar com a Orquestra de "primeira linha" do Conservatório da cidade. Retornou a Paris em 1868, exausto, com a saúde abalada devido ao inverno russo. Logo depois, rumou a Nice, para se recuperar no clima ameno do Mediterrâneo. Lá, acabou acidentando-se na beira do mar, talvez devido a um princípio de derrame, o que o obrigou a retornar à capital. De volta, viveu os seus últimos dias como um inválido.
Em agosto de 1868, fez sua última viagem a Grenoble, onde ele vivera com a sua irmã e a família dela, convidado pelo prefeito Jean Vendre para acompanhar os três dias de festividades para a inauguração de uma estátua de Napoleão, tendo ainda presidido a um festival de música.
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Nascimento: 11 de dezembro de 1803, La Côte-Saint-André, França
Falecimento: 8 de março de 1869, Rue de Calais, Paris, França
Foz em Destaque - 23 de Março
