
Pensamento do dia 26 de Março de 2023

“Temos um destino comum, que deve nos unir, nos tornar solidários.”
Edgar Morin
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Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês judeu de origem sefardita. Pesquisador emérito do CNRS. Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia.
Edgar Nahoum veio de uma família de judeus sefarditas e quase não nasceu naquele 8 de julho de 1921, quando sua mãe entrou em trabalho de parto. Desaconselhada a ter filhos, Luna Beressi sofria de complicações causadas pela gripe espanhola. Ambos sobreviveram, mas dez anos depois, após a morte de sua mãe, o jovem experimentaria sua “Hiroshima interior”.
O codinome Morin foi adotado quando serviu como tenente das forças combatentes francesas, em 1944. Participou ativamente do movimento de resistência à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, afastou-se do Partido Comunista, o qual foi expulso.
Enquanto estudava não se via com habilidades para praticar nenhuma profissão, a não ser responder seus questionamentos. Dessa forma, estudou História, Geografia, Sociologia, Direito e Ciências Políticas.
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Teoria da Complexidade
Dentre todas as suas teorias, a Teoria da Complexidade, uma das mais conhecidas, é a ideia chave da coletânea composta por seis volumes e escrita por Edgar, O Método. Essa teoria, baseada em seus fundamentos e conceitos, é muito usada na área da Educação.
Essa teoria tem como fundamento as formulações surgidas no campo das ciências exatas e naturais, como as teorias da informação e dos sistemas. Dessa forma, elas ressaltaram a importância de não existir uma divisão entre as disciplinas.
Morin acredita que os professores de Ensino Fundamental têm o dever de acabar com as barreiras do conhecimento, por duas razões. Primeiro porque os professores de séries iniciais lidam com experiências generalistas. Segundo, porque nessa fase as crianças possuem um modo de pensar que ainda não foi influenciado pela separação das disciplinas.
De forma geral, Morin acredita que os saberes precisam se interligar para formar uma configuração que faça sentido, e responda às nossas expectativas, nossos desejos e nossas interrogações cognitivas.
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Lições para um próximo século
Edgar Morin não promete nenhum ensinamento ou reflexão em seu último livro. Na contramão do título, o francês nos insiste em mostrar que a história até pode ser “inteligível a posteriori, mas imprevisível a priori”.
Jurando não nos dar lições, Morin cai mais uma vez em sua “contradição” dialógica. O “pacifista e guerrilheiro, comunista e anti-stalinista”, como o definiu o jornal Le Monde, tem muito ainda a nos ensinar, em seus mais diversos estudos, para os próximos séculos que virão. Todo dia acaba um século diferente, é verdade, mas com certeza o de Morin teve um sabor especial.
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Nascimento: 8 de julho de 1921 (idade 101 anos), Paris, França
Foz em Destaque - 26 de Março
