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Reflexão Diária: 29 de Julho

Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Julho 23

“⁠Que ironia um escravo poder viver sem seu senhor, mas o senhor não poder viver sem seu escravo. Quem é dono de quem agora?”

Diogenes

Nascido em 413 a.C. na cidade de Sínope (atual Turquia), Diógenes era filho de um fabricante de moedas.

Um fato de forjar as moedas levou a prisão de seu pai e o exílio de Diógenes. Por esse motivo, viveu grande parte de sua vida em Atenas.

Foi um grande estudioso, no entanto, preferiu se afastar dos bens materiais para atingir a plenitude por meio do conhecimento.

De tal modo, teve uma postura radical e anti-materialista se afastando dos bens materiais e do luxo, que, segundo ele, cegavam o ser humano.

A grande questão imposta pelo filósofo foi de que cada ser humano deveria se aprofundar no conhecimento de si.

Assim, permaneceu durante muito tempo perambulando nas ruas de Atenas e vivendo num barril com o mínimo que precisava para sobreviver.

Uma de suas frases enquanto caminhava pelas ruas era “procuro um homem”. Suas palavras estavam relacionadas com a busca de alguém que pudesse viver sem o luxo da sociedade.

Alguns começaram a lhe chamar de “Diógenes, o cão” posto que vivia sua vida da maneira mais simples possível, como um cachorro de rua.

Por outro lado, esse apelido pode estar estava relacionado com a Escola do Cinismo, uma vez que o termo é derivado da palavra “cão” (Kynos).

Diógenes e Alexandre, o Grande

Um episódio interessante de sua vida foi o encontro com Alexandre, o Grande, que ouviu rumores de sua sapiência.

Alexandre foi até Diógenes e perguntou o que ele queria. Sem hesitar Diógenes respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.

Noutra versão ele teria respondido “Sim, podes sair da frente do meu sol”. Impressionado com o desprezo do filósofo, o conquistador comentou: “Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes”.

Cinismo

Diógenes representou uma das mais importantes figuras da corrente filosófica do Cinismo. Os Cínicos eram homens simples, nômades, sem família e sem pátria.

Seu mestre e fundador da Escola do Cinismo foi o filósofo Antístenes. Com ele desenvolveu diversas teorias acerca do mundo.

Ao contrário da corrente do hedonismo e do epicurismo, em que a busca do prazer era o mais importante, para os cínicos o prazer leva o homem à alienação.

Dessa forma, o ser humano se torna escravo de si, o afastando da sua real liberdade, uma vez que eles se tornam escravos de suas ações.

Em resumo, esses filósofos acreditavam que a felicidade não podia ser encontrada pelos supérfluos que preenchiam a vida, e sim pelo autoconhecimento.

Nascimento: Sinope, Turquia

Falecimento: 323 a.C., Corinto, Grécia

Reflexão 29 de Julho 23 - Foz em Destaque

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