
Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Maio 23

“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”
Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.
Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.
Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.
Além disso, 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir foi nomeada professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1943, retornou à Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.
Pensamentos de Simone de Beauvoir
Para entender as ideias pensadas por Simone de Beauvoir é preciso entender algumas concepções sociológicas da autora. Sua convivência com Sartre fez com que muitos dos seus pensamentos tivessem influência no existencialismo sartriano.
Sartre discordava dos valores impostos pela igreja e pela sociedade, sendo assim, defendia a liberdade de escolha de cada ser humano e que as decisões tomadas por eles iriam definir a sua essência e seu modo de viver.
O Segundo Sexo (1949)
Em 1949, Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, o principal livro da escritora, que representou uma desconstrução para os padrões impostos pela sociedade e pela igreja da época.
Ademais, a obra que alcançou repercussão internacional, serviu de referência para o movimento feminista mundial e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina e a busca da independência da mulher diante da sociedade.
Além disso,escrita em dois volumes, o primeiro representa a parte filosófica do pensamento da autora, em que ela apresenta importantes reflexões sobre o existencialismo e o contexto social da época – que trata de maneira desigual os papéis do homem e da mulher.
Na segunda parte Simone traz a célebre frase que explicita a ideia fundamental da filosofia existencialista, segundo a qual a existência precede a essência:
“O que é ser mulher?” Essa pergunta foi o que norteou Simone em "O Segundo Sexo". Segundo a filósofa, o homem era uma experiência universal, no entanto, ser mulher era uma construção social.
Para entender esse conceito é preciso considerar a condição da mulher no contexto de uma sociedade patriarcal que forjou sua condição historicamente, socialmente e culturalmente.
A obra contribuiu de forma decisiva para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.
Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris
Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França
Reflexão 30 de Maio 23 - Foz em Destaque
