
vencer na vida

"Para a mulher vencer na vida, ela tem que se atirar. Se errar uma vez, tem que tentar outras cem..."
(Bertha Lutz)

Introdução
Primeiramente, a frase “Para a mulher vencer na vida, ela tem que se atirar. Se errar uma vez, tem que tentar outras cem...” sintetiza uma mensagem de ousadia e resiliência. Além disso, ela nos convida a encarar desafios sem medo de falhar.
Por conseguinte, podemos extrair ensinamentos valiosos para nossa autoestima e determinação. No entanto, explorar seu significado exige reflexão sobre coragem, erro e persistência em um contexto contemporâneo.
A coragem de se atirar
Antes de tudo, atirar-se significa ir além do conforto e abraçar o desconhecido. Embora o medo do fracasso possa nos paralisar, dar o primeiro passo desperta confiança. Assim, começar projetos novos ou defender ideias inovadoras requer coragem ativa. Em síntese, a mensagem de Bertha Lutz reforça que o impulso inicial é fundamental para o sucesso.
Aprendendo com os erros
Em seguida, reconhecer que errar faz parte do processo mostra maturidade. Por exemplo, ao testar caminhos profissionais diferentes, aprendemos habilidades e descobrimos paixões ocultas. Além disso, cada tentativa frustrada revela pontos de melhoria e renova nossa criatividade. Portanto, a cultura do erro positivo nos liberta do perfeccionismo e abre espaço para inovação.
Persistência na prática diária
Dessa forma, insistir mesmo após o revés fortalece o caráter e a resiliência. No cotidiano, isso pode significar retomar um curso interrompido, reaplicar para uma vaga de emprego ou reestruturar um projeto pessoal. Consequentemente, a persistência se torna um hábito que constrói disciplina. Aliás, grandes conquistas históricas nasceram de esforços repetidos, mesmo diante de críticas e obstáculos.
A relevância hoje
Atualmente, o empoderamento feminino ressoa globalmente como pauta urgente. No entanto, ainda existem barreiras sociais e econômicas a serem superadas. Assim, a lição de Bertha Lutz se mantém viva: somente a atitude ousada, aliada à determinação incansável, produz transformações duradouras. Em vista disso, cada mulher, em sua realidade, pode traduzir esse ensinamento em ações concretas.
Biografia de Bertha Lutz

Início de uma trajetória visionária
Bertha Maria Júlia Lutz nasceu em 2 de agosto de 1894, em São Paulo, filha do cientista Adolfo Lutz e da enfermeira britânica Amy Fowler.
Desde cedo, viveu em um ambiente que valorizava debates acadêmicos e o engajamento social. Quando adolescente, teve acesso a uma educação diferenciada na Europa, onde se aproximou do movimento sufragista inglês. Assim, forjou as bases de seu ativismo e da sua carreira científica.
Formação e carreira científica
Em 1918, concluiu o curso de Ciências Naturais na Universidade de Paris (Sorbonne), especializando-se em anfíbios anuros. Ao retornar ao Brasil, em 1919, conquistou aprovação em concurso público e ingressou como secretária-pesquisadora no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Posteriormente, foi chefe do Departamento de Botânica até se aposentar, em 1964. Ao longo de quase cinco décadas, publicou estudos pioneiros sobre herpetologia e promoveu a inclusão de mulheres na ciência.
Ativismo e conquistas políticas
Influenciada pelos ideais europeus, fundou em 1922 a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, articulando a luta pelo voto feminino. Em 1932, ajudou a conquistar esse direito no Brasil.
Dois anos depois, foi suplente eleita para a Assembleia Constituinte de 1934, onde defendeu igualdade salarial e licença-maternidade. Em 1945, representou o Brasil na Conferência de São Francisco, garantindo menção à igualdade de gênero na Carta das Nações Unidas e propondo a criação de um órgão para os direitos das mulheres.
Legado e reconhecimentos
O legado de Bertha Lutz atravessa gerações. Seu nome batiza espécies de répteis e anfíbios, logradouros, escolas e prêmios. Em 2001, o Senado Federal instituiu o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, homenageando quem atua pela igualdade de gênero.
Em 2023, o acervo documental “Feminismo, ciência e política – o legado de Bertha Lutz” foi inscrito no Programa Memória do Mundo da UNESCO, preservando seu arquivo para inspirar futuros ativistas.
Morte e imortalidade de seu exemplo
Bertha Lutz morreu em 16 de setembro de 1976, no Rio de Janeiro, vítima de pneumonia aguda, aos 82 anos. No entanto, sua trajetória continua viva.
Hoje, sua mensagem de ousadia e persistência motiva mulheres a desafiar limites e transformar realidades. Sem dúvida, sua vida prova que atirar-se, aprender com o erro e insistir outras cem vezes são atitudes atemporais e universais.
Referências
- Brasil Escola. Bertha Lutz: biografia, carreira, importância. Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/biografia/bertha-luz.htm
- Wikipédia. Bertha Lutz – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertha_Lutz
- UNESCO. Legado de Bertha Lutz passa a integrar Memória do Mundo da UNESCO. Disponível em https://www.unesco.org/pt/articles/legado-de-bertha-lutz-passa-integrar-memoria-do-mundo-da-unesco
- Memória Feminista Antirracista. Bertha Lutz (1894 – 1976). Disponível em https://memoriafeminista.com.br/bertha-lutz-1894-1976/
- eBiografia. Biografia de Bertha Lutz – eBiografia. Disponível em https://www.ebiografia.com/bertha_lutz/
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